Navegando um pouco esta manhã, encontrei um texto interessante e decidi compartilhar com os alérgicos e alérgicas de plantão. Não trata diretamente de alergia, mas as dicas devem, sim, ser seguidas por gente que vive às voltas com crises. Afinal, tudo deve ser levado em consideração, quando se trata de prevenir uma crise alérgica!
Segue o texto, com link para o site no final!
Feng Shui no combate às desordens
Por Timoneiro, 11 de janeiro de 2009 7:07
por Lu Dias Bh
Pensava-se, que com a era eletrônica a quantidade de papel seria drasticamente reduzida. O que não é fato. Por isso o nosso tema de hoje leva em conta o nosso amigo papel e outras coisitas mais.
1 – Livros – todas as pessoas de mente indagadora são apegadas a eles. Mas devemos tentar corrigir certo problema: o apego a livros velhos impede-nos de criar espaço para que novas idéias entrem em nossa vida. E que muitas de nossas crenças sejam mudadas, em virtude dos progressos da Ciência, que tem desmascarado muitas coisas. Quem se apega a livros velhos, fica com as idéias emboloradas como eles.
O livro não pode funcionar como o substituto de um relacionamento com outros indivíduos, ignorando outros interesses. E que os solteiros levem isso em conta. Você poderá doar seus livros velhos a muitas bibliotecas de bairro. Assim você não estará a perdê-los, mas a enriquecer outras pessoas.
2 – Revistas, jornais e recortes – precisamos continuar aprendendo a cada dia de nossa vida. Mas, em virtude da quantidade que nos chega às mãos, precisamos ser mais seletivos. Precisamos fazer triagens periódicas, livrando-nos de informações, que para nada mais significam. Perderam a validade. Doe suas revistas para hospitais, creches, bibliotecas comunitárias, escolas ou recicle-as, em vez de empilhá-las e ficar juntando poeira e energia negativa.
Jornais velhos, cujo papel é sempre inferior ao das revistas e livros, amarelam-se com o tempo e passam uma sensação ruim de desleixo e mesquinhez de quem os retém.
3 – Material sentimental – aqui incluímos lembranças de casamento, cartões de congratulações, postais, papéis de bala, fitinhas e um monte de bugigangas. Nesse caso, conservemos apenas aquilo, que tem uma relação boa de afeto conosco. Descartemos o resto. Há muitas coisas que não merecem ser relembradas.
4 – Fotos – elas também possuem energia. Façamos montagens coloridas, cartões postais, etc. Não guardemos fotos que nos lembrem tempos ruins do passado. Limpemos o espaço para que algo novo e bem melhor entre na nossa vida.
5 – Escrivaninha – mantenhamos sobre ela o mínimo possível de objetos. Foi-se o tempo em que a presença de muitos livros e papéis simbolizavam intelectualidade. Arrumemos esse nosso espaço todas às vezes, que acabarmos nosso trabalho. Excesso de papel passa-nos a sensação de desordem e fracasso. Retiremos os objetos que não tem valor algum. Coloquemos numa gaveta ou em uma prateleira à parte.
6 – Grandes bugigangas – coisas grandes, das quais nos recusamos a abrir mão (guarda-roupa velho, sofás velhos e sujos, guarda-louça super ultrapassado, piano velho e quebrado, mesas enferrujadas, aparelhos de televisão e computadores estragados, etc.)
Funcionam como lixo absorvedor de energia em nossa casa, impedindo que não haja espaço para as pessoas, dando a parecer que a nossa vida está encolhendo. É preciso de novos espaços, para novas oportunidades.
Doemos tudo isso para pessoas necessitadas ou vendamos para lojas de objetos usados. Talvez nos perguntaremos, depois, como conseguimos viver com aqueles objetos, durante tantos anos de nossa vida. O espaço limpo é fundamental no ambiente.
7 - Controle da papelada (para cada um de nós):
* Descarte diariamente toda a papelada supérflua.
* Nunca anote mensagens, recados, e-mails, número de telefone em pedacinhos soltos de papel. Tenha uma agenda e depois transfira informações importantes para o sistema de arquivos de seu computador.
* Use o quadro de avisos apenas para assuntos em vigor. Escreva os demais lembretes na sua agenda. Montes de anotações soltas e de lembretes dissipam a sua energia.
* Atualize a sua papelada financeira, o que traz prosperidade. Procure pagar suas contas dentro do prazo. Cumpra os seus compromissos dentro do tempo.
* Procure ser atencioso com as pessoas. Ao receber um e-mail, procure dar a resposta no mesmo. Envie-a imediatamente, pois assim a pessoa saberá que recebeu a sua atenção especial e que ela é importante para você (não me refiro a PPS).
* Deixe sempre uma cesta de lixo para papel, perto de si. Esvazie-a, todos os dias.
http://www.dicasdotimoneiro.com.br/feng-shui-no-combate-as-desordens/
Olá! Há 99,9 % de chance de você pensar que os casos relatados neste blog são ficção, mas acredite, são 99,9% reais. Estou só começando... Quem for alérgico vai logo se identificar com os "causos", quem não for, vai logo lembrar de um amigo ou amiga que é. Você pode até rir das situações, mas também vai entender um pouco mais o que nós, alérgicos, enfrentamos.Atchiiimmmmmmmm, bem-vindo (a) ao Blog da Maria Alérgica!
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Dedetização surpresa, socoooooorro!

Estava absorta passando requeijão na minha bolacha, quando fui surpreendida com um cheiro forte de veneno, que tomou conta do apartamento, em segundos. Deus do céu, me acode! Sai com a mão no nariz tentando fugir, mas para onde? Bom o melhor lugar foi o closet, onde fiquei uma meia hora.
Depois que o "bombardeio" acabou, consegui chegar ao interfone e falar quase agonizando com o porteiro:
- Seu Amaro, tão querendo me matar. Que cheiro foi esse que entrou porta a dentro da minha casa? O senhor tá sabendo de alguma coisa?
O coitado do porteiro não sabia de nada, mas logo descobri que um vizinho resolveu dedetizar seu apê, nem avisou ao condomínio e ainda, de quebra, as baratinhas já estavam de malas prontas para atravessar a fronteira e buscar asilo no meu cantinho.
Se o vizinho tivesse avisado, claro, a síndica, que já sabe da existência de criaturas alérgicas na área, teria pedido para ele não utilizar a pulverização.
Tá vendo só, Diário, ser alérgica e morar num condomínio é muito arriscado. Um dia é cheiro de perfume francês, invadindo o quarto; outro dia é cheiro de sopão de cebola; outro, é "cheirinho" no elevador... Preciso deixar de ser alérgica, adoro morar em condomínio!!!!!!!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O que a Arquitetura pode fazer pelos alérgicos?
Oi, Diário!
Há poucos dias, descobrimos, via twitter, um curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Saúde. Ficamos curiosas para saber se existem profissionais nessa área que se preocupam em propiciar conforto e, ao mesmo tempo, mais saúde, sobretudo a quem é alérgico. Então, entramos em contato, via twitter/mariaalergica, com a arquiteta carioca Elza Costeira, falamos do nosso interesse e ela, gentilmente, concordou em conceder entrevista por email para este blog. Confira o perfil da nossa entrevistada e, em seguida, saiba o que a Arquitetura pode fazer pela saúde dos brasileiros e, em especial, pelos alérgicos e alérgicas de plantão!

Perfil
Elza Costeira é professora da Pós Graduação em Arquitetura de Ambientes de Saúde do PROARQ (Programa de Pós Graduação) da FAU/UFRJ. Dá aulas também no Instituto Politécnico e na Pós Graduação em Arquitetura de Interiores da Universidade Estácio de Sá. E o melhor, é mestra e doutoranda do PROARQ da FAU/UFRJ, onde pesquisa os temas de Arquitetura de Saúde e está em permanente contato com um grupo de pesquisas sobre o assunto - o “Espaço Saúde”. Sem esquecer que ela integra a Associação para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH) e também atua profissionalmente na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Entrevista
Maria Alérgica – Há poucos dias, descobri, via twitter, um curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Saúde. Isso é um sinal de que os novos profissionais, antes (em sua maioria) mais ligados a questões puramente estéticas, estão mais preocupados com seu papel social?
Elza Costeira - Na verdade a Arquitetura engloba não apenas questões estéticas, mas sempre esteve envolvida com a qualidade do habitar e da cidade, com seus espaços públicos, suas circulações e fluxos, praças, ruas, etc. Isso tem uma conexão direta com qualidade de vida, promoção da saúde e sociedade mais justa. Portanto acredito que a maioria dos arquitetos esteja bastante engajada no seu papel social, através do exercício profissional. Temos alguns cursos de Pós Graduação em Arquitetura de Saúde pelo país e estes vem despertando um grande interesse dos profissionais de arquitetura. Sou professora de um deles, na FAU da UFRJ e estamos fechando a segunda turma (2009) de Pós Graduação com um interesse e dedicação muito grandes dos alunos. Temos tido turmas de cerca de 20 pessoas e acredito que esta procura venha aumentando com o tempo. Como estamos oferecendo o curso de dois em dois anos estou aguardando que a nova turma se forme para começar em 2011, a confirmar junto à Faculdade (www.proarq.fau.ufrj.br).
Maria Alérgica – Afinal, que a Arquitetura pode fazer pela saúde de brasileiros como Maria Alérgica?
Elza Costeira - Bem, a Arquitetura pode ajudar bastante. Se pensarmos que, na conformação e nos projetos de ambientes de saúde- ou de moradias ou de escritórios profissionais dos mais diversos- podemos usar uma abordagem voltada para a concepção de ambientes saudáveis, que poderão se inserir em uma desejável Cidade Saudável estabeleceremos uma nova visão para o ofício do arquiteto. Os conceitos de Habitação Saudável e de Cidade Saudável fazem parte de novas e modernas visões de espaço com vistas à busca de sociedades mais justas e que ofereçam mais qualidade de vida.
Maria Alérgica – De acordo com essa concepção o que é uma cidade saudável?
Elza Costeira - As diretrizes do Movimento das Cidades Saudáveis preconizam uma nova visão de Saúde, incorporando à idéia de “cura” e de “assistência”, o aspecto de Promoção de Saúde, envolvendo governo e populações na implantação dos processos que levam a implementação da qualidade de vida. O conceito de Cidade Saudável extrapola os conceitos gerais normalmente usados para abordar os problemas de saúde e incorpora uma nova visão, trabalhando com parâmetros de qualidade de vida, incorporando indicadores de saneamento, trabalho, segurança, educação, cultura, ecologia e desenvolvimento sustentável para o implemento do índice de desenvolvimento humano das populações. Portanto, a Arquitetura pode trazer uma nova abordagem, super importante e abrangente, para brasileiros como a Maria Alérgica.
Maria Alérgica – Considerando, então, que um ambiente confortável para um não alérgico pode ser até fatal para um alérgico, já há profissionais pensando em soluções em Arquitetura para o cotidiano de quem sofre com rinite, asma etc?
Elza Costeira - Certamente os profissionais estão pensando cada vez mais em como minimizar ou neutralizar os males que um ambiente inadequado pode causar à saúde das pessoas, alérgicas ou não. Sabemos que em 1982 - veja só há quanto tempo - a Organização Mundial de Saúde reconheceu a chamada Síndrome do Edifício Doente,(Sick Building Syndrome- SBS) que se caracteriza pelo grande número de sintomas como mal-estar, dor de cabeça, espirros e ardor nos olhos, coriza, tosse seca e alterações na pele. Veja só como estes sintomas parecem velhos conhecidos nossos (também sou super alérgica). As alergias respiratórias estão afetando cada vez mais pessoas que trabalham em escritórios e ambientes fechados. Um estudo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives demonstrou que até 60% das pessoas que trabalham em locais com má qualidade do ar sofrem com sintomas respiratórios, tais como ressecamento da mucosa nasal, por vezes com sangramento, piora dos sintomas de rinite e/ou asma, manifestações oculares, rouquidão e outros.
Maria Alérgica– Na prática, como perceber que determinado local pode estar agravando problemas respiratórios e outras manifestações alérgicas?
Elza Costeira - Um edifício é classificado como doente quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam alguns destes sintomas sempre relacionados com o tempo de permanência em seu interior. Sabe-se que as causas estão associadas à climatização artificial, má conservação de filtros de ar condicionado, umidade, temperatura, deterioração do ar interno e sua insuficiência para a quantidade de pessoas que trabalham, moram ou circulam pelo edifício.
Maria Alérgica – Que medidas devem ser tomadas para solucionar ou minimizar esse problema, sobretudo no meio ambiente do trabalho?
Elza Costeira - Existe uma série de medidas a serem tomadas desde o projeto e construção destes edifícios, para que se evitem estes agravos e para que sejam projetados e construídos prédios melhores e mais saudáveis. Temos a Resolução RE/ANVISA nº 09, de 16 de Janeiro de 2003 - Padrões referenciais de qualidade de ar interior em ambientes de uso público e coletivo, climatizados artificialmente - para regulamentar este assunto. Aí está um dos muitos exemplos de que muitos profissionais e associações de construtores, projetistas e estudiosos se preocupam com os mais diversos assuntos para estabelecer um ambiente saudável para os alérgicos e para todos.
Maria Alérgica – Que dicas a senhora pode dar aos alérgicos para que seu “lar doce lar” seja confortável e, ao mesmo tempo, um ambiente respirável? (Pode ser uma resposta geral ou por partes.. Exemplo, na sala, evite isso; no quarto...)
Elza Costeira - Sabemos que há no mercado uma oferta enorme de materiais de acabamento de fácil higienização e que não acumulam pó, onde estão os nossos velhos conhecidos ácaros. Estes materiais, cada vez mais, procuram se inserir nos conceitos de moda, bom gosto e originalidade. Portanto um “lar doce lar” pode ter todo o tipo de conforto e ser também um lugar livre de poeira e de materiais desencadeadores de alergia. Minha dica, no geral, é para abusar de materiais com superfícies lisas, laváveis, em cores claras (para mostrar quando estiver sujo), de fácil manutenção e de boa durabilidade. Não esqueçamos de que conforto é sinônimo de ambientes com uma excelente aeração e iluminação naturais. Deixe a luz do sol entrar em sua casa e abuse da ventilação cruzada, ou seja, sempre que possível, janelas em planos diferentes, para conseguir um bom fluxo de ar.
Maria Alérgica – Realmente, apartamentos abafados são terríveis para quem tem alergia.
Elza Costeira - Pois é, estabeleça uma boa relação visual com a natureza e com o exterior. No entanto, evite a poeira e a poluição de ruas com muito tráfego de automóveis. Nestes casos é melhor procurar se proteger da fuligem e do ar poluído. Ao climatizar o ambiente fique atenta a limpeza e manutenção dos equipamentos de condicionamento de ar. Para finalizar é só dar uma olhada nas obras da saudosa arquiteta Janete Costa, que soube traduzir tão bem o jeito e o visual brasileiro nos seus Interiores, agregando bom gosto, sofisticação e brasilidade. Aposto que seus ambientes com pisos de cerâmica, grandes janelas de vidro voltadas para o verde, bancadas em madeira, quase “minimalistas” e adornos de artesanato nordestino são verdadeiros oásis para os alérgicos de plantão. Sou grande admiradora do seu trabalho e sempre achei que seus espaços são compatíveis com as Marias Alérgicas deste Brasil.
Maria Alérgica – Quais as experiências positivas que a senhora já vivenciou ou testemunhou relativas à aplicação da Arquitetura na área de Saúde, de um modo geral?
Elza Costeira - A experiência mais marcante é sem dúvida a de poder qualificar os ambientes de atendimento à saúde através da melhoria da qualidade do espaço oferecido à população. No âmbito do meu trabalho, na Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro, pude vivenciar o impacto de ambientes trabalhados para oferecer acolhimento adequado a quem necessita de cuidados de saúde. Estamos preocupados com as questões de otimização de fluxos, adequação na especificação de materiais, infraestrutura de instalações seguras e convenientemente dimensionadas, tudo para podermos contar com ambientes mais saudáveis e humanizados. E também mais bonitos, por que não? Já tive a oportunidade de reformar espaços como Centros Cirúrgicos, Maternidades, Postos de Saúde, Instalações de Raios X e um número enorme de ambientes deste tipo, sempre com a preocupação de atingir novos padrões de qualidade na concepção da arquitetura de saúde. Em se tratando de serviços públicos tenho muito orgulho do que vamos conseguindo melhorar, pouco a pouco.
Maria Alérgica – A troca de informações entre os profissionais e os futuros profissionais é, então, fundamental, para que essas experiências positivas se ampliem cada vez mais, não é verdade?
Elza Costeira - Evidente, integro uma associação que tem por finalidade a discussão e troca de saberes e experiências de profissionais de saúde. Na Associação para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), promovemos reuniões, palestras, visitas técnicas e publicações para a disseminação deste conhecimento e com o intuito de promover a melhoria dos ambientes de atenção à saúde. Estaremos promovendo o nosso terceiro Congresso e recomendo, a quem se interessar, que visite o nosso sítio na internet, onde poderá acessar a agenda das atividades e encontros no seu estado, pois a ABDEH já está em quase todo o país (http://www.abdeh.org.br/index1.asp).
Maria Alérgica – Existe ou há, em andamento, alguma política pública gestada dentro dessa concepção moderna da Arquitetura?
Elza Costeira - Existe sim. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no âmbito do Ministério da Saúde, tem, ao longo de muitos anos, se preocupado com estas questões. Deste modo, somos bastante avançados, em termos internacionais, no estabelecimento de Normas e Parâmetros que norteiam a concepção destes edifícios de saúde e suas dependências. Indico a consulta à nossa “bíblia” para nortear os projetos de arquitetura- a Resolução de Diretoria Colegiada- RDC nº 50 de 21 de fevereiro de 2002- que estabelece as diretrizes para os projetos e especificações das instituições de saúde (na internet, no sítio da ANVISA). Além disso, não se faz nem uma obra deste tipo sem a devida aprovação do projeto no âmbito estadual e/ou municipal. Isto tem ajudado a conformar espaços mais saudáveis dentro das instituições de saúde e começa a atrair a atenção e o interesse de diversos arquitetos. Afinal, além de uma concepção contemporânea, aparece um mercado específico para o exercício profissional, a exigir estudo e especialização dos colegas. Evidentemente esta concepção contemporânea deve incorporar, primordialmente, as questões relativas à humanização destes espaços, atenuando a tecnologia marcadamente presente nos mesmos, para garantir a legibilidade e qualidade dos serviços aí desenvolvidos. Questões acerca de Conforto Ambiental e de Sustentabilidade devem ser igualmente priorizadas, já que estamos falando de abordagem moderna e contemporânea.
Há poucos dias, descobrimos, via twitter, um curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Saúde. Ficamos curiosas para saber se existem profissionais nessa área que se preocupam em propiciar conforto e, ao mesmo tempo, mais saúde, sobretudo a quem é alérgico. Então, entramos em contato, via twitter/mariaalergica, com a arquiteta carioca Elza Costeira, falamos do nosso interesse e ela, gentilmente, concordou em conceder entrevista por email para este blog. Confira o perfil da nossa entrevistada e, em seguida, saiba o que a Arquitetura pode fazer pela saúde dos brasileiros e, em especial, pelos alérgicos e alérgicas de plantão!

Perfil
Elza Costeira é professora da Pós Graduação em Arquitetura de Ambientes de Saúde do PROARQ (Programa de Pós Graduação) da FAU/UFRJ. Dá aulas também no Instituto Politécnico e na Pós Graduação em Arquitetura de Interiores da Universidade Estácio de Sá. E o melhor, é mestra e doutoranda do PROARQ da FAU/UFRJ, onde pesquisa os temas de Arquitetura de Saúde e está em permanente contato com um grupo de pesquisas sobre o assunto - o “Espaço Saúde”. Sem esquecer que ela integra a Associação para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH) e também atua profissionalmente na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Entrevista
Maria Alérgica – Há poucos dias, descobri, via twitter, um curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Saúde. Isso é um sinal de que os novos profissionais, antes (em sua maioria) mais ligados a questões puramente estéticas, estão mais preocupados com seu papel social?
Elza Costeira - Na verdade a Arquitetura engloba não apenas questões estéticas, mas sempre esteve envolvida com a qualidade do habitar e da cidade, com seus espaços públicos, suas circulações e fluxos, praças, ruas, etc. Isso tem uma conexão direta com qualidade de vida, promoção da saúde e sociedade mais justa. Portanto acredito que a maioria dos arquitetos esteja bastante engajada no seu papel social, através do exercício profissional. Temos alguns cursos de Pós Graduação em Arquitetura de Saúde pelo país e estes vem despertando um grande interesse dos profissionais de arquitetura. Sou professora de um deles, na FAU da UFRJ e estamos fechando a segunda turma (2009) de Pós Graduação com um interesse e dedicação muito grandes dos alunos. Temos tido turmas de cerca de 20 pessoas e acredito que esta procura venha aumentando com o tempo. Como estamos oferecendo o curso de dois em dois anos estou aguardando que a nova turma se forme para começar em 2011, a confirmar junto à Faculdade (www.proarq.fau.ufrj.br).
Maria Alérgica – Afinal, que a Arquitetura pode fazer pela saúde de brasileiros como Maria Alérgica?
Elza Costeira - Bem, a Arquitetura pode ajudar bastante. Se pensarmos que, na conformação e nos projetos de ambientes de saúde- ou de moradias ou de escritórios profissionais dos mais diversos- podemos usar uma abordagem voltada para a concepção de ambientes saudáveis, que poderão se inserir em uma desejável Cidade Saudável estabeleceremos uma nova visão para o ofício do arquiteto. Os conceitos de Habitação Saudável e de Cidade Saudável fazem parte de novas e modernas visões de espaço com vistas à busca de sociedades mais justas e que ofereçam mais qualidade de vida.
Maria Alérgica – De acordo com essa concepção o que é uma cidade saudável?
Elza Costeira - As diretrizes do Movimento das Cidades Saudáveis preconizam uma nova visão de Saúde, incorporando à idéia de “cura” e de “assistência”, o aspecto de Promoção de Saúde, envolvendo governo e populações na implantação dos processos que levam a implementação da qualidade de vida. O conceito de Cidade Saudável extrapola os conceitos gerais normalmente usados para abordar os problemas de saúde e incorpora uma nova visão, trabalhando com parâmetros de qualidade de vida, incorporando indicadores de saneamento, trabalho, segurança, educação, cultura, ecologia e desenvolvimento sustentável para o implemento do índice de desenvolvimento humano das populações. Portanto, a Arquitetura pode trazer uma nova abordagem, super importante e abrangente, para brasileiros como a Maria Alérgica.
Maria Alérgica – Considerando, então, que um ambiente confortável para um não alérgico pode ser até fatal para um alérgico, já há profissionais pensando em soluções em Arquitetura para o cotidiano de quem sofre com rinite, asma etc?
Elza Costeira - Certamente os profissionais estão pensando cada vez mais em como minimizar ou neutralizar os males que um ambiente inadequado pode causar à saúde das pessoas, alérgicas ou não. Sabemos que em 1982 - veja só há quanto tempo - a Organização Mundial de Saúde reconheceu a chamada Síndrome do Edifício Doente,(Sick Building Syndrome- SBS) que se caracteriza pelo grande número de sintomas como mal-estar, dor de cabeça, espirros e ardor nos olhos, coriza, tosse seca e alterações na pele. Veja só como estes sintomas parecem velhos conhecidos nossos (também sou super alérgica). As alergias respiratórias estão afetando cada vez mais pessoas que trabalham em escritórios e ambientes fechados. Um estudo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives demonstrou que até 60% das pessoas que trabalham em locais com má qualidade do ar sofrem com sintomas respiratórios, tais como ressecamento da mucosa nasal, por vezes com sangramento, piora dos sintomas de rinite e/ou asma, manifestações oculares, rouquidão e outros.
Maria Alérgica– Na prática, como perceber que determinado local pode estar agravando problemas respiratórios e outras manifestações alérgicas?
Elza Costeira - Um edifício é classificado como doente quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam alguns destes sintomas sempre relacionados com o tempo de permanência em seu interior. Sabe-se que as causas estão associadas à climatização artificial, má conservação de filtros de ar condicionado, umidade, temperatura, deterioração do ar interno e sua insuficiência para a quantidade de pessoas que trabalham, moram ou circulam pelo edifício.
Maria Alérgica – Que medidas devem ser tomadas para solucionar ou minimizar esse problema, sobretudo no meio ambiente do trabalho?
Elza Costeira - Existe uma série de medidas a serem tomadas desde o projeto e construção destes edifícios, para que se evitem estes agravos e para que sejam projetados e construídos prédios melhores e mais saudáveis. Temos a Resolução RE/ANVISA nº 09, de 16 de Janeiro de 2003 - Padrões referenciais de qualidade de ar interior em ambientes de uso público e coletivo, climatizados artificialmente - para regulamentar este assunto. Aí está um dos muitos exemplos de que muitos profissionais e associações de construtores, projetistas e estudiosos se preocupam com os mais diversos assuntos para estabelecer um ambiente saudável para os alérgicos e para todos.
Maria Alérgica – Que dicas a senhora pode dar aos alérgicos para que seu “lar doce lar” seja confortável e, ao mesmo tempo, um ambiente respirável? (Pode ser uma resposta geral ou por partes.. Exemplo, na sala, evite isso; no quarto...)
Elza Costeira - Sabemos que há no mercado uma oferta enorme de materiais de acabamento de fácil higienização e que não acumulam pó, onde estão os nossos velhos conhecidos ácaros. Estes materiais, cada vez mais, procuram se inserir nos conceitos de moda, bom gosto e originalidade. Portanto um “lar doce lar” pode ter todo o tipo de conforto e ser também um lugar livre de poeira e de materiais desencadeadores de alergia. Minha dica, no geral, é para abusar de materiais com superfícies lisas, laváveis, em cores claras (para mostrar quando estiver sujo), de fácil manutenção e de boa durabilidade. Não esqueçamos de que conforto é sinônimo de ambientes com uma excelente aeração e iluminação naturais. Deixe a luz do sol entrar em sua casa e abuse da ventilação cruzada, ou seja, sempre que possível, janelas em planos diferentes, para conseguir um bom fluxo de ar.
Maria Alérgica – Realmente, apartamentos abafados são terríveis para quem tem alergia.
Elza Costeira - Pois é, estabeleça uma boa relação visual com a natureza e com o exterior. No entanto, evite a poeira e a poluição de ruas com muito tráfego de automóveis. Nestes casos é melhor procurar se proteger da fuligem e do ar poluído. Ao climatizar o ambiente fique atenta a limpeza e manutenção dos equipamentos de condicionamento de ar. Para finalizar é só dar uma olhada nas obras da saudosa arquiteta Janete Costa, que soube traduzir tão bem o jeito e o visual brasileiro nos seus Interiores, agregando bom gosto, sofisticação e brasilidade. Aposto que seus ambientes com pisos de cerâmica, grandes janelas de vidro voltadas para o verde, bancadas em madeira, quase “minimalistas” e adornos de artesanato nordestino são verdadeiros oásis para os alérgicos de plantão. Sou grande admiradora do seu trabalho e sempre achei que seus espaços são compatíveis com as Marias Alérgicas deste Brasil.
Maria Alérgica – Quais as experiências positivas que a senhora já vivenciou ou testemunhou relativas à aplicação da Arquitetura na área de Saúde, de um modo geral?
Elza Costeira - A experiência mais marcante é sem dúvida a de poder qualificar os ambientes de atendimento à saúde através da melhoria da qualidade do espaço oferecido à população. No âmbito do meu trabalho, na Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro, pude vivenciar o impacto de ambientes trabalhados para oferecer acolhimento adequado a quem necessita de cuidados de saúde. Estamos preocupados com as questões de otimização de fluxos, adequação na especificação de materiais, infraestrutura de instalações seguras e convenientemente dimensionadas, tudo para podermos contar com ambientes mais saudáveis e humanizados. E também mais bonitos, por que não? Já tive a oportunidade de reformar espaços como Centros Cirúrgicos, Maternidades, Postos de Saúde, Instalações de Raios X e um número enorme de ambientes deste tipo, sempre com a preocupação de atingir novos padrões de qualidade na concepção da arquitetura de saúde. Em se tratando de serviços públicos tenho muito orgulho do que vamos conseguindo melhorar, pouco a pouco.
Maria Alérgica – A troca de informações entre os profissionais e os futuros profissionais é, então, fundamental, para que essas experiências positivas se ampliem cada vez mais, não é verdade?
Elza Costeira - Evidente, integro uma associação que tem por finalidade a discussão e troca de saberes e experiências de profissionais de saúde. Na Associação para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), promovemos reuniões, palestras, visitas técnicas e publicações para a disseminação deste conhecimento e com o intuito de promover a melhoria dos ambientes de atenção à saúde. Estaremos promovendo o nosso terceiro Congresso e recomendo, a quem se interessar, que visite o nosso sítio na internet, onde poderá acessar a agenda das atividades e encontros no seu estado, pois a ABDEH já está em quase todo o país (http://www.abdeh.org.br/index1.asp).
Maria Alérgica – Existe ou há, em andamento, alguma política pública gestada dentro dessa concepção moderna da Arquitetura?
Elza Costeira - Existe sim. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no âmbito do Ministério da Saúde, tem, ao longo de muitos anos, se preocupado com estas questões. Deste modo, somos bastante avançados, em termos internacionais, no estabelecimento de Normas e Parâmetros que norteiam a concepção destes edifícios de saúde e suas dependências. Indico a consulta à nossa “bíblia” para nortear os projetos de arquitetura- a Resolução de Diretoria Colegiada- RDC nº 50 de 21 de fevereiro de 2002- que estabelece as diretrizes para os projetos e especificações das instituições de saúde (na internet, no sítio da ANVISA). Além disso, não se faz nem uma obra deste tipo sem a devida aprovação do projeto no âmbito estadual e/ou municipal. Isto tem ajudado a conformar espaços mais saudáveis dentro das instituições de saúde e começa a atrair a atenção e o interesse de diversos arquitetos. Afinal, além de uma concepção contemporânea, aparece um mercado específico para o exercício profissional, a exigir estudo e especialização dos colegas. Evidentemente esta concepção contemporânea deve incorporar, primordialmente, as questões relativas à humanização destes espaços, atenuando a tecnologia marcadamente presente nos mesmos, para garantir a legibilidade e qualidade dos serviços aí desenvolvidos. Questões acerca de Conforto Ambiental e de Sustentabilidade devem ser igualmente priorizadas, já que estamos falando de abordagem moderna e contemporânea.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
O link para o vt da Maria Alérgica
Olá, este post é só para passar o link do programa exibido pela TV Pajuçara (Record), no último dia 5/12, no qual o Blog d Maria Alérgica foi destacado como um exemplo de busca por informação e interação entre os alérgicos.
Mais uma vez, obrigada a Zélia e sua equipe!
http://www.tudonahora.com.br/videos/canal/pajucara-saude-e-voce
Mais uma vez, obrigada a Zélia e sua equipe!
http://www.tudonahora.com.br/videos/canal/pajucara-saude-e-voce
domingo, 13 de dezembro de 2009
Direto da Conferência de Copenhague!

Perambulando pela blogsfera, encontrei o blog do repórter Gustavo Bonato, que acompanha direto de Copenhague, na Dinamarca, a 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.
Através do olhar de Bonato você confere em primeira mão o que especialistas, ativistas e governantes do mundo todo discutem sobre o futuro do planeta.
É o próprio, na apresentação de seu perfil, que também se propõe manter todos informado sobre termos e temas relacionados à conferência.
Gostei, tô indicando o link para que a gente possa entender melhor o que é o evento e ficar por dentro da COP15, encontro traduzido por alguns ambientalistas como "a última chance para salvar o planeta".
E, claro, toda essa discussão é bastante interessante para todos os alérgicos e alérgicas de plantão!
Segue o link:
http://www.canalrural.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tipo=1§ion=Blogs&p=1&coldir=2&blog=801&topo=4138.dwt&uf=1&local=1
domingo, 6 de dezembro de 2009
Maria Alérgica na televisão
O programa Pajuçara Saúde & Você, da jornalista Zélia Cavalcanti, exibido na TV Pajuçara, afiliada da Record, em Maceió, deu destaque ao Blog da Maria Alérgica, na edição especial sobre alergias, no último sábado.
No estúdio, a médica Rosa Gaia falou sobre causas, sintomas e tratamento indicados para os alértgicos, respondendo também a dúvidas de telespectadores do programa. Em meio à entrevista, uma interação criativa com a blogueira Maria Alérgica.
Ficou muito interessante, parabéns à equipe do programa e muito obrigada pela oportunidade de divulgar o blog!
Estamos só esperando que o vt seja disponibilizado para colocar no blog.
Grande abraço,
Maria Alérgica
No estúdio, a médica Rosa Gaia falou sobre causas, sintomas e tratamento indicados para os alértgicos, respondendo também a dúvidas de telespectadores do programa. Em meio à entrevista, uma interação criativa com a blogueira Maria Alérgica.
Ficou muito interessante, parabéns à equipe do programa e muito obrigada pela oportunidade de divulgar o blog!
Estamos só esperando que o vt seja disponibilizado para colocar no blog.
Grande abraço,
Maria Alérgica
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Ser ou não ser loira, eis a questão...

Tenho andado um tanto ocupada, ultimamente, só no twitter dou o ar da graça.Textos curtinhos, um espirro...Bom, me deu vontade de postar uma grande dúvida existencial: "ser ou não ser loira?".
Seguinte, não quero, de forma nehuma, um tom Xuxa, Ana Maria Braga, Ângélica ou Eliana. Nada contra, combina nelas. Quero só abrir um pouco a cabeleira, a pedidos...
Talvez um mel, quem sabe um louro dourado... O problema é que tintura e alergia são duas coisas incompatíveis. As que têm cheiro, pior ainda.
Preciso descobrir uma tinta indicada. Até pensei numa peruca, pra não arriscar, mas sabe que também não dá? Peruca é fixada com cola de peruca. Portanto, não dá pra encarar cola de peruca, nem cola nenhuma.
Acho que vou precisar de uma consultoria.Será que existem muitas loiras fabricadas alérgicas? O que elas fazem? Não pensam? Será? Quem sabe não pensar muito sobre as consequências (sem trema fica horrível) seja o empurrão que falta a minha loirice.
"Ser ou não ser?". Melhor não filosofar muito e partir para o salão, antes que o Natal chegue. Alguém arrisca um palpite?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Que o Congresso de Porto de Galinhas traga boas novas aos alérgicos de plantão!
Gente, tá chegando o dia do Congresso de alergia (24 a 27 de outubro, em Porto de Galinhas!
Tomara que seja rico em troca de experiências para os especialistas. Tomara que eu tenha, depois, boas notícias sobre avanços no combate ou mesmo controle mais eficaz das alergias.
Bons estudos para todos e aproveitem o sol do Nordeste!
Quem sabe não apareço por lá para cobrir o evento!
Mais detalhes sobre o evento no site da Asbai!
http://www.asbai.org.br
Tomara que seja rico em troca de experiências para os especialistas. Tomara que eu tenha, depois, boas notícias sobre avanços no combate ou mesmo controle mais eficaz das alergias.
Bons estudos para todos e aproveitem o sol do Nordeste!
Quem sabe não apareço por lá para cobrir o evento!
Mais detalhes sobre o evento no site da Asbai!
http://www.asbai.org.br
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Produtos com ovo, leite e amendoim podem ter alerta para alergia
Vamos torcer para que esta notícia se concretize!
JOHANNA NUBLAT (da Folha de S.Paulo, em Brasília ) - O já conhecido alerta "contém glúten" pode ganhar a companhia de outros avisos sobre a presença, em alimentos, cosméticos e produtos de uso pessoal, das principais substâncias que causam alergias. Essa foi a ordem da Justiça Federal de Sergipe na sexta-feira passada, com decisão válida em todo o país e que obriga a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a regulamentar a questão em até oito meses.
A ideia é que produtos compostos por crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite, castanha, mostarda, cereais contendo glúten e gergelim tenham frases de advertência claras, como "atenção, contém leite".
Também deverá ser objeto de alerta qualquer alteração na fórmula que passe a incluir alguma dessas substâncias -a frase deverá ser apresentada por seis meses.
Juiz responsável pela decisão temporária, Fernando Escrivani diz que a lista dos ingredientes no rótulo do produto, que já é obrigatória, não é suficiente. "Além de ser pequena, vem às vezes em linguagem técnica."
Um nome mais específico da substância, que normalmente aparece na lista de ingredientes, pode mesmo confundir o alérgico, diz Fábio Kuschnir, presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) no Rio de Janeiro. "Albumina, merengue e maionese. Tudo é igual a ovo."
Constam ainda da decisão outras determinações: embalagens de alimento deverão trazer desenhos das substâncias para garantir o entendimento por analfabetos e alguns medicamentos, como analgésicos e relaxantes musculares, deverão registrar no rótulo o potencial de alergia e remeter à bula.
Por fim, cosméticos e produtos de uso pessoal (aplicados no corpo) deverão destacar a presença de substâncias que costumam causar alergias: látex e parafenilenodiamina, principalmente.
Segundo definiu Escrivani, a Anvisa terá dois meses para produzir uma regulamentação e informar as empresas, que terão, então, seis meses para fazer a adaptação. A decisão ainda pode ser revertida, caso a Anvisa recorra à Justiça. Procurada, a agência afirmou que não foi notificada e que não se manifestaria.
Também foram procurados representantes da indústria de alimentos e cosmética, que não se pronunciaram.
Fonte: http://vista-se.com.br/site/produtos-com-ovo-leite-e-amendoim-podem-ter-alerta-para-alergia
JOHANNA NUBLAT (da Folha de S.Paulo, em Brasília ) - O já conhecido alerta "contém glúten" pode ganhar a companhia de outros avisos sobre a presença, em alimentos, cosméticos e produtos de uso pessoal, das principais substâncias que causam alergias. Essa foi a ordem da Justiça Federal de Sergipe na sexta-feira passada, com decisão válida em todo o país e que obriga a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a regulamentar a questão em até oito meses.
A ideia é que produtos compostos por crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leite, castanha, mostarda, cereais contendo glúten e gergelim tenham frases de advertência claras, como "atenção, contém leite".
Também deverá ser objeto de alerta qualquer alteração na fórmula que passe a incluir alguma dessas substâncias -a frase deverá ser apresentada por seis meses.
Juiz responsável pela decisão temporária, Fernando Escrivani diz que a lista dos ingredientes no rótulo do produto, que já é obrigatória, não é suficiente. "Além de ser pequena, vem às vezes em linguagem técnica."
Um nome mais específico da substância, que normalmente aparece na lista de ingredientes, pode mesmo confundir o alérgico, diz Fábio Kuschnir, presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) no Rio de Janeiro. "Albumina, merengue e maionese. Tudo é igual a ovo."
Constam ainda da decisão outras determinações: embalagens de alimento deverão trazer desenhos das substâncias para garantir o entendimento por analfabetos e alguns medicamentos, como analgésicos e relaxantes musculares, deverão registrar no rótulo o potencial de alergia e remeter à bula.
Por fim, cosméticos e produtos de uso pessoal (aplicados no corpo) deverão destacar a presença de substâncias que costumam causar alergias: látex e parafenilenodiamina, principalmente.
Segundo definiu Escrivani, a Anvisa terá dois meses para produzir uma regulamentação e informar as empresas, que terão, então, seis meses para fazer a adaptação. A decisão ainda pode ser revertida, caso a Anvisa recorra à Justiça. Procurada, a agência afirmou que não foi notificada e que não se manifestaria.
Também foram procurados representantes da indústria de alimentos e cosmética, que não se pronunciaram.
Fonte: http://vista-se.com.br/site/produtos-com-ovo-leite-e-amendoim-podem-ter-alerta-para-alergia
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Quem ainda não ouviu, que ouça!
Bom dia, Diário!
Segue um poema belíssimo de defesa do meio ambiente. Trata-se da letra da música ¨Tá?", de Mariana Aydar. Segue letra e vídeo (ao lado).
Tá?
( Mariana Aydar)
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores dos corais na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna, um animal tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores do coral na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna animal, um tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas... ta!
Segue um poema belíssimo de defesa do meio ambiente. Trata-se da letra da música ¨Tá?", de Mariana Aydar. Segue letra e vídeo (ao lado).
Tá?
( Mariana Aydar)
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores dos corais na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna, um animal tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores do coral na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna animal, um tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas... ta!
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